Governança socioambiental da Décima registra mais uma iniciativa: Museu itinerante do SLU permaneceu instalado por dois dias na Sede
A iniciativa da Comissão Socioambiental e de Qualidade de Vida, presidida pela procuradora Maria Nely Bezerra de Oliveira, de trazer uma fração do Museu do SLU, no nosso espaço, é criar oportunidade de reflexão e de internalização de valores sociais, ambientais e de governança à missão institucional do Ministério Público do Trabalho no Distrito Federal e Tocantins (MPT-DF/TO).
“Várias lições podemos aprender com a exposição dos objetos do Museu dispostos de forma singela no Átrio da Sede. A primeira delas, talvez a mais importante, é a materialização do descarte incorreto de nossos resíduos, ontem e continuamos hoje com as mesmas práticas”, destacou a procuradora Maria Nely de Oliveira.
Ao percorrer a mostra, o visitante teve a possibilidade de acompanhar a evolução tecnológica dos objetos domésticos, de trabalho e de comunicação, que nos cercam agora e que foram comuns para nossos pais e avós e descartados incorretamente desde então. São equipamentos domésticos como o ferro de passar roupa à carvão e máquina de costura; máquinas fotográficas; máquinas de datilografia manual e elétrica; mimeógrafo a álcool; inclusive brinquedos, peças que propiciam uma reflexão sobre a evolução do nosso consumo e o descarte incorreto dos resíduos.
Ficaram, também, expostas maquetes de equipamentos públicos de limpeza, como o papa-entulho, além de as maquetes do antigo lixão da Estrutural e do Aterro Sanitário, permitindo aos interessados conhecerem a mudança de patamar da gestão de resíduos no Distrito Federal.
O procurador regional Valdir Pereira da Silva, que teve participação importante no fechamento do Lixão da Estrutural, relembrou suas inspeções e vistorias in loco. “Durante anos, muitas irregularidades foram constatadas. De 2009 a 2017 foram 32 acidentes, com dez vítimas fatais. As precárias condições de Trabalho de catadoras e catadores motivaram a atuação do MPT. Ajuizamos ações civis públicas contra o Governo do Distrito Federal, o Serviço de Limpeza Urbana do Distrito Federal, a Valor Ambiental, a Defender Conservação e Limpeza e a Quebec Construções e Tecnologia Ambiental em duas frentes: trabalho infantil e meio ambiente de Trabalho”, apontou o procurador Valdir da Silva.
“A separação de resíduos começa em nossas casas. É um passo importante para um ambiente limpo e sustentável”, reforçou Elizete Baltazar, umas das guias do Museu.
Ela e Gabriel Gonçalves permaneceram nesses dois dias, orientando e fornecendo informações para a comunidade da Décima, inclusive distribuindo kits educativos aos visitantes da exposição, que permaneceu aberta por dois dias (2 e 3/7).
Para o assessor de comunicação da SLU, Guilherme Cabral, a visita ao espaço é uma experiência singular: “O Museu do Lixo do SLU é um espaço único em Brasília que transforma resíduos em arte, promovendo a conscientização ambiental e mostrando o valor da reciclagem.”
SERVIÇO:
Museu da Limpeza Urbana funciona de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h, no térreo do Venâncio Shopping, lojas 77 e 78. A entrada é gratuita e não há necessidade de agendamento.


