STIU-DF firma com o MPT-DF Pacto para prevenir e combater o assédio eleitoral no mundo do trabalho

A diretoria colegiada do Sindicato dos Urbanitários no Distrito Federal (STIU-DF) participou, no início desta semana, das discussões sobre as práticas de assédio eleitoral que se acentuam neste período que precede as eleições gerais.

A procuradora Geny Helena Fernandes Barroso Marques falou sobre as providencias que o Ministério Público do Trabalho no Distrito Federal vem tomando para coibir o assédio eleitoral no mundo do Trabalho nas eleições deste ano, realçando que o assédio não é uma simples conversa sobre preferências políticas, mas sim pressão e constrangimento sobre trabalhadoras e trabalhadores mais vulneráveis, aqueles que dependem do trabalho para sua sobrevivência e da família.

“As condutas mais típicas são as que prometem benefícios e vantagens vinculados a participação em reuniões e eventos com obrigação de usar símbolos da candidatura indicada pelo empregador ou preposto aos resultados das eleições”, exemplifica a procuradora Geny Helena Marques.

Em nome do colegiado do STIU-DF, a secretária de Políticas Sociais e Assuntos de Gênero, Raça e Sexualidade Silvia Regina Portela Souza assinou o do Pacto Institucional para Defesa da Democracia, reafirmando o compromisso de atuar no combate à discriminação por orientação política, na defesa da democracia e a garantia da liberdade do direito ao voto livre.

Para o diretor Wilson Castro, a assinatura do Pacto reforça o papel do Sindicato na defesa dos direitos da categoria para além das pautas diretamente relacionadas às condições de trabalho e à negociação coletiva, incorporando também a defesa das liberdades democráticas como parte da atuação sindical. “Vamos divulgar nas nossas redes sociais as peças das campanhas de combate ao assédio eleitoral, produzido pelo Ministério Público do Trabalho”, garante Wilson Castro.

O STIU se une à Central Única dos Trabalhadores, orientando aos trabalhadores que sofrerem ou presenciarem práticas de assédio eleitoral devem preservar as provas, como mensagens, e-mails, documentos, imagens, áudios, vídeos, publicações em redes sociais e registros de ligações, além de anotar datas, horários, locais, nomes das pessoas envolvidas e possíveis testemunhas.

 

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