Após denúncia de irregularidades, MPT vai a padaria para garantir liberação de equipes para votar

Durante a diligência na Asa Norte, moradores ofereceram carona a trabalhadoras e trabalhadores que precisavam chegar aos locais de votação em Planaltina e Planaltina de Goiás

O Ministério Público do Trabalho no Distrito Federal (MPT-DF) foi a uma padaria da 215 Norte, em Brasília, neste domingo (25), após receber denúncias de que o estabelecimento dificultava a liberação de trabalhadoras e trabalhadores para votar no segundo turno das eleições. Durante a diligência, a procuradora do Trabalho plantonista constatou que, além da liberação do expediente, era necessário viabilizar o deslocamento até os locais de votação, pois a escala prevista não concedia tempo suficiente para os trabalhadores se deslocarem até suas seções de votação.

A procuradora compareceu ao estabelecimento por volta das 14h30, acompanhada de um policial do Ministério Público da União, para entregar uma recomendação sobre a garantia do direito ao voto. Expedida pelo MPT-DF, a orientação geral abrange empresas dos setores de hotéis, restaurantes, bares, padarias e similares e prevê a concessão de tempo suficiente para que suas equipes possam votar.

No local, foram identificadas quatro pessoas que ainda não haviam votado e cuja escala previa trabalho das 6h às 15h. Três votavam em Planaltina, no Distrito Federal, e uma em Planaltina de Goiás. O MPT recebeu quatro denúncias relacionadas à situação no estabelecimento.

Segundo os relatos colhidos durante a diligência, mesmo com a saída às 15h, não haveria tempo suficiente para chegar às seções eleitorais antes do encerramento da votação, às 17h. Além da distância, as trabalhadoras e os trabalhadores precisariam considerar a espera pelo transporte. Também manifestaram receio de demissão.

Diante da situação, moradores que estavam na padaria ofereceram carona e ajudaram no deslocamento para os locais de votação. Uma trabalhadora que permanecia no caixa após o término da escala foi liberada e informou que aguardaria o marido buscá-la de moto para ir votar.

O MPT dará continuidade à apuração para responsabilização por irregularidades. O caso também já foi encaminhado à Promotoria Eleitoral e à Procuradoria Regional Eleitoral para análise de possíveis ilícitos eleitorais.

A atuação reforça que a organização das escalas de trabalho deve considerar a distância até as seções eleitorais e o transporte utilizado, assegurando condições efetivas para que trabalhadoras e trabalhadores exerçam o direito ao voto.

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