MPT-DF sedia Formação em Diversidade LGBTQIAPN+
Foram apresentadas práticas para inclusão e permanência de trabalhadores
Na manhã de hoje (9/7), o Auditório do Ministério Público do Trabalho no Distrito Federal (MPT-DF) recebeu a Formação em Diversidade LGBTQIAPN+. O evento foi direcionado a representantes de empresas da capital federal, com o objetivo de refletir sobre a empregabilidade de pessoas dessa comunidade, criando não apenas oportunidades de emprego, mas ambientes de trabalho respeitosos e que proporcionem a permanência dos trabalhadores.
O evento foi uma realização da Aliança Nacional LGBTI+ com o apoio do MPT, do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial do Distrito Federal (Senac-DF), do Grupo Estruturação e do Centro Brasiliense de Defesa dos Direitos Humanos.
A procuradora do Trabalho Geny Helena Fernandes Barroso Marques iniciou a formação afirmando que o objetivo é desenvolver um projeto não a partir de requisição ou imposição, mas de comprometimento e sensibilização. “Quando falamos sobre inclusão, ela deve estar acompanhada de engajamento e letramento; caso contrário, nenhum projeto vai para frente”, disse.
Além da procuradora Geny Helena Marques, integraram a mesa de abertura a coordenadora do Comitê de Diversidade, Equidade e Inclusão do Senac-DF, Fernanda Furtado, e o secretário-executivo da Frente Parlamentar de Enfrentamento às IST/HIV/Aids e Hepatites Virais do Congresso Nacional, Michel Platini. Fernanda Furtado parabenizou a iniciativa, reafirmando o compromisso do Senac com a pauta, enquanto Michel Platini ressaltou que “o espaço laboral não pode ser um lugar apartado da sociedade; ele precisa ser uma expressão da nossa coletividade”.
Após a cerimônia de abertura, o presidente da Comissão de Diversidade Sexual e de Gênero da OAB-DF, Gabriel Borba, conduziu a formação, abordando a origem e o significado da sigla LGBTQIAPN+ e dos termos gênero e sexualidade. O docente apresentou, ainda, referências da comunidade — como, por exemplo, Linn da Quebrada —, mostrando o panorama das conquistas alcançadas, além de mitos e verdades.
O público também teve espaço para expor seus questionamentos, que foram respondidos pelos representantes da formação, estimulando práticas para criar um ambiente mais respeitoso e inclusivo. “Não basta que a empresa ou instituição contrate a pessoa LGBTQIAPN+, é preciso que ela forneça ferramentas para sua permanência”, afirmou Gabriel Borba.
Confira o vídeo do Evento: