O presidente do TST apresenta proposta para recuperação de áreas degradadas do Cerrado

A meta é promover a descarbonização do Poder Judiciário brasileiro até 2030

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) e a Procuradoria Regional do Trabalho da 10ª Região (PRT-10) iniciaram discussões para execução de um projeto de recomposição ambiental no Distrito Federal, com base no Programa Justiça Carbono Zero, com recursos oriundos de ações civis públicas julgadas pela Justiça do Trabalho.

A proposta colocada em discussão pelo presidente do TST objetiva a recuperação de áreas degradadas do Cerrado, por meio do plantio de 70 mil mudas de árvores nativas.

O presidente do TST, ministro Aloysio Corrêa da Veiga, destacou o caráter estruturante e transformador do projeto e reforçou o compromisso da Justiça do Trabalho com a agenda socioambiental. “Ao plantar árvores, plantamos também esperança, pertencimento e futuro”, afirmou. “As ações do Programa Carbono Neutro estão alinhadas à visão e aos valores do TST, especialmente no que se refere à promoção da sustentabilidade e à valorização da colaboração institucional como vetor de transformação social.”

Para a procuradora-chefa da PRT-10, Paula de Ávila e Silva Porto Nunes, a destinação dos recursos, fruto de ação civil pública, representa importante instrumento de reparação social. “Cuidar do meio ambiente é também garantir um meio ambiente de trabalho digno. Esta é uma ação transformadora que reforça nosso papel institucional e nossa atuação preventiva”, disse. O procurador Charles Lustosa Silvestre, vice-coordenador regional da Defesa do Meio Ambiente do Trabalho da PRT-10, participou das discussões.

As duas entidades parceiras se fizeram representar: o desembargador Pedro Luiz Vicentin Foltran, presidente do Comitê de Responsabilidade Socioambiental do TRT-10, a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, e o secretário de Meio Ambiente do Distrito Federal, Gutenberg Gomes, que demonstraram compromisso em participarem desta iniciativa.

O desembargador Pedro Luiz Foltran lembrou que o sucesso da proposta depende do compromisso coletivo. “Essa ação não é isolada. Ela precisa da colaboração de todos. Estamos falando de deixar um legado para as próximas gerações.”

As equipes técnicas das instituições participantes do projeto deverão se reunir, nos próximos dias, para formatar o Projeto no Distrito Federal.

Com informações da Secretaria de Comunicação do Tribunal Superior do Trabalho

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